(Temporariamente?) Fora do ar 30 Outubro 2009
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Sim, está parado. Para variar. Se você quer ação, visite: www.casamento10.com
Cercado de noves por todos os lados 9 Setembro 2009
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Hoje é 9/9/9. Hoje também é meiversário – ou, como diriam alguns (tipo eu): quatrimeiversário, que também pode ser encarado como um 4,5 anos (que, somando-se os os números, nos levam a mais um nove).
Como nunca haverá tantos noves e como ontem descobrimos que talvez esta seja a última, ou uma das últimas vezes do 9, resolvi fazer nove coisas – todas elas tendo, de alguma forma, o número nove no meio. Vamos ver se dá certo.
Esta aqui é a segunda delas. A terceira pode ser encontrada aqui: VS2010
E, apesar de já ter bastante noves por aqui, resolvi deixar mais um: eu amo você (tem 9 letras).
Vidros fechados 11 Agosto 2009
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Costumam dizer que a alegria é contagiante. Não sei bem quanto a isso, mas, com certeza, a alegria é um sentimento que se irradia e pode ser notado pelas pessoas ao redor – às vezes mesmo que elas nem estejam prestando atenção.
A tristeza, por outro lado, é pessoal e intransferível. É como um carro transitando com os vidros escuros fechados. Para quem olha de fora, é só um carro, como tantos outros, possivelmente até como o do próprio observador. Você não sabe o que acontece lá dentro, a cara do motorista, as roupas que ele usa, a música que toca no rádio, a conversa que se dá. Pode até ser que haja outras pessoas naquele mesmo carro, estampando expressões e vestindo roupas parecidas, compartilhando a música e o assunto da conversa. Mas cada um tem suas próprias nuances, seus pensamentos únicos. Mas, para quem olha de fora, não passam de um carro encoberto pela velocidade, pela película, pela camuflagem entre automóveis que, ao contrário, deixam as janelas abertas para que todos vejam seus sorrisos e ouçam suas músicas.
Ainda que pareça uma ideia agradável, ou menos difícil, a tristeza não permite que você simplesmente pare no meio da rua e desligue o motor. Porque há outros carros ali querendo passar, ou porque há passageiros no seu próprio carro que precisam chegar a algum lugar. Então você continua pisando no acelerador, sabendo que, mais cedo ou mais tarde, você vai chegar ao seu destino e vai poder estacionar no lugar certo.
Um dia, e talvez nem demore muito, você vai dar a partida de novo. Dessa vez com o vidro aberto, para todo mundo ver.
A verdade dói… 27 Julho 2009
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Recebi no meu e-mail, de uma pessoa que eu não sei quem é e creio que também não saiba quem eu sou. Mas é a pura verdade…
- – -
Os brasileiros são assim:
- Saqueiam cargas de veículos acidentados nas estradas.
- Estacionam nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
- Subornam ou tentam subornar quando são pegos cometendo infração.
- Trocam votos por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.
- Falam no celular enquanto dirigem.
- Trafegam pela direita nos acostamentos num congestionamento.
- Param em filas duplas, triplas em frente as escolas
- Violam a lei do silêncio.
- Dirigem após consumirem bebida alcoólica.
- Furam filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
- Espalham mesas, churrasqueira nas calçadas.
- Pegam atestados médicos sem estar doentes, só para faltar ao trabalho.
- Fazem gato de luz, de água e de tv a cabo.
- Registram imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
- Compram recibos para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.
- Mudam a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
- Quando viajam a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota de 20.
- Comercializam objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
- Estacionam em vagas exclusivas para deficientes.
- Adulteram o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
- Compram produtos piratas com a plena consciência de que são piratas.
- Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca…
- Diminuem a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.
- Emplacam o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
- Frequentam os caça-níqueis e fazem uma fezinha no jogo de bicho.
- Levam das empresas onde trabalham, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis… como se isso não fosse furto.
- Comercializam os vales-transporte e vales-refeição que recebem das empresas onde trabalham.
- Falsificam tudo, tudo mesmo… só não falsificam aquilo que ainda não foi inventado…
- Quando voltam do exterior, nunca falam a verdade quando o policial pergunta o que trazem na bagagem…
- Quando encontram algum objeto perdido, na maioria não devolve.
E querem que os políticos sejam honestos… se escandalizam com a farra das passagens aéreas…
(Antes que perguntem: em itálico… mea culpa.)
Qu4tro (ou 48 ou 35064 ou…) 9 Março 2009
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Obrigado por 4 anos. Por 48 meses, num total de 1461 dias. Ou 35064 horas. Ou ainda 2103840 minutos. Ou segundos demais para escrever em qualquer lugar. E tudo isso em dobro – os meus e os seus anos, meses, dias, horas e minutos.
Você diz que o tempo não significa nada, mas os números não mentem. Um minuto da sua vida pode ser único e precioso, quando se está fazendo algo verdadeiramente bom e importante, algo assim como tentar ser feliz. Então eu tenho um pouco mais de dois milhões de motivos para dizer: obrigado.
Pelas muitas horas ao telefone e pelas ainda mais na internet. Falando de nada e tudo, explodindo a sua conta porque você dormia sem desligar no meio das minhas histórias mal improvisadas. Jogando jogos que valiam o mundo para mim e um adiamento do inevitável para você.
Pelos cabelos compridos, pelos olhos que brilham no escuro, pela boca que sorri o tempo todo (até quando chora), pelo corpo todo perfeitinho e de pele suave, pela voz cantando as músicas que eu adoro e as que eu “adoro”. Pelos piercings (que trabalho deram os que te dei), pelas roupinhas bonitas, pelas unhas coloridas, pelos pijamas, pelos milhões de sapatos (ok, sapatos, sandálias e tênis). São horas – ou seriam meses – de compras, salão, banhos e arrumação, enfim, de camarim para as nossas horas.
Pelas horas-extra (não contabilizadas) formadas por bilhetes românticos, cartões de aniversários e presentes de todos os tipos. Às vezes em caixinhas ou caixonas, outras em envelopes, outras ainda soltos; algumas vezes em papel, outras no guardanapo mesmo, algumas até escondidos em sites.
Pelos dias de saudades em que estivemos afastados. As viagens começaram nos separando e passaram a nos levar juntos para horas em fuso-horário (ou apenas fuso-local, em certos casos). Trabalho e estudos foram meio que assim também: estou quase formado em veterinária e você tem uma revista, vai entender…
Pelos nossos dia-a-dias, nossos pequenos 24-horas. Começaram com visitas minhas à faculdade e suas à minha casa, obrigatoriamente terminando em horário comercial. Depois viraram visitas à sua casa, agora terminando no começo da noite, antes que o bicho-papai chegasse. E quando o bicho-papai se mostrou não tão bicho assim, se tornaram longas horas frequentemente terminadas apenas na madrugada seguinte, comigo sentado no sofá, olhando o ponteiro do relógio enquanto você “não dorme” com a cabeça em meu colo.
E pelas nossas saídas de rotina. Um piquenique aqui, um passeio ali, uma sessão de fotos, uma viagem infiltrados num grupo da segunda-e-meia-idade. Pelas festas, filmes, noites de pôquer, aniversário comemorados ou não, dias de mim, de você e de nós. São dias que não valem mais que os outros, mas certamente têm uma corzinha diferente.
Pelas trufas com recheios cremosos. Pelas frutas. Pelas portas, cortinas e outros tantos artifícios. Pelos instantes em que dessas coisas importa. E pelo simples fato de não precisarmos de absolutamente nada disso.
Pelos olhares, abraços, caretas, carinhos, cafunés e cafundós, colos, perfumes, barulhos, toques, beijos e afins, que não podem ser contados, pesados, marcados nem nada do tipo. “A medida de amar é amar sem medida.”
Claro!, como ia me esquecendo? Pelo amor. Que é tudo que não cabe num texto, numa canção ou numa fotografia. Um grande oito (nove?) deitado em nossas almas e tatuado em nossas vidas. Por tantos anos, meses, dias, horas e segundos quanto houver no mundo.
Sonhos tão pequenos 4 Dezembro 2008
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Entre casar e ter filhos, escrever um livro e poder voltar no tempo depois que encontrarem a cura no câncer, eu tenho um sonho um pouco mais modesto: trocar de carteira.
Eu tenho a minha há, não sei, muito tempo. Acho que ela me acompanha desde o meu tempo de Ensino Médio – que, diga-se de passagem, tem este nome para deixar bem clara a associação com a Idade Média. Isto significa dizer que minha carteira presenciou dois níveis escolares, dezenas (centenas?) de filmes, algumas viagens, três copas do mundo, muitos recibos de pagamentos saídos dela própria e algumas outras coisas das quais, bem, em quase 15 anos, eu talvez não me lembre.
Se você pensar bem, uma carteira é, para um homem, o mesmo que aproximadamente 20 bolsas são para uma mulher. Mas é uma só, precisa comportar tudo, combinar com tudo e, mais importante, você não pode enjoar de olhar para a cara dela nem de vasculhá-la em busca do tíquete do estacionamento ou do cartão de fidelidade da sua lanchonete preferida. Ali você sabe exatamente onde tudo está e, depois de alguns anos, vá tentar colocar todas as memórias e quinquilharias acumuladas em outra carteira!
Mesmo assim, não posso negar que venha, já há algum tempo, tentando trocá-la. Por mais que eu goste dela, é fato que está um pouco gasta e já merece a aposentadoria. Mas é que eu não encontrei modelo que cumpra todos os pré-requisitos. Para ser honesto, eu já até ganhei uma ou duas vezes uma carteira nova, mas nunca gostava disso ou daquilo. O único modelo que eu já realmente considerei comprar para subtitui-la foi – surpresa! – uma igualzinha, apenas mais nova. E aí, francamente, qual é o sentido?
De tempos em tempos eu volto a pensar em encontrar uma carteira nova. Mas, cada vez que isso acontece, me parece mais difícil. Então as chances são de que ela ainda veja a Copa de 2010 e, quem sabe, volte comigo no tempo depois que for encontrada a cura do câncer.
Um blog empoeirado numa tela escura 8 Outubro 2008
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Está entregue às moscas. Ou nem a elas, já que não há sequer resquício da passagem de matéria orgânica viva por essas bandas.
Mea culpa. Tenho de admitir que a criação de um blog, neste momento, foi mais um paliativo para que, vez ou outra, eu me licenciasse do dever inacabado – e há muito interrompido – de terminar histórias antigas. Não à toa o nome, que fique claro que este é um refúgio e, como tal, só dou (eu) as caras quando preciso ou, então, quando o tempo milagrosamente sobra; e só dão (vocês – há, afinal, alguém?) as caras quando… bem, eu juro que não sei.
Em algum momento, eu virei. Ou irei. Ainda estou pensando no que vale mais a pena – em bom português, me refiro àquilo com que posso me comprometer. Mas a verdade é que até agora só foi a árvore e o filho ainda vai demorar. Preciso cuidar do livro. Dos livros. Os meus e os do resto do mundo. Devagarinho, que vida é curta demais para o tanto que se precisa viver.
+
Sim, o título é uma paródia rímica. Mas não vou explicar. Why would I?
Caetano Carlos 13 Agosto 2008
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2.100 reais é o preço do ingresso mais caro para o show da dupla Roberto carlos e Caetano Veloso no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Há alguns dias, quando eu vi este valor, quase cai para trás. Mas depois, descendo um pouco mais os olhos pela página do jornal, vi que havia opções mais acessíveis.
Devo dizer que já nasci de saco cheio do Caetano – dele, que fique claro – e acho que o Roberto Carlos é parte do que há de melhor e pior na música brasileira. Mas, mesmo não fazendo a menor questão de assistir a um show de qualquer um deles, achei a proposta mais econômica sedutora e, se o show correr o Brasil, coisa que acho que vai acontecer, eu vou considerar a hipótese.
Mas tem gente que leva as coisas a outro nível. Hoje li a história do rato-de-fila Evanildo Almeida, n’O Globo:
Eram 21h de anteontem quando o professor Evanildo Almeida chegou à bilheteria do Teatro Municipal para comprar ingressos para o show que Caetano Veloso e Roberto Carlos fazem no dia 22, cantando repertório de Tom Jobim. Não havia ninguém lá ainda – a venda seria aberta às 10h da manhã de ontem. A espera, diz ele, valeu. Almeida foi o primeiro a garantir lugares na platéia do espetáculo.
- Saí do lançamento do livro de David Lynch, onde fiquei duas horas na fila, e vim direto pra cá – explicava Almeida, após a maratona que inclui uma noite de sono na rua em frente à bilheteria. – Trouxe um cobertorzinho, um livro e me ajeitei aí. Vale a pena, claro. Pelo Tom, pelos 100 anos de Municipal, pelo encontro da Tropicália com a Bossa Nova… Vou fazer uma surpresa para a minha namorada, ela não gosta de nenhum dos dois, mas eu queria levá-la.
Trabalhar é para os fracos. (E imagine a cara de surpresa da namorada…)
A vida é doce 29 Julho 2008
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Às vezes acontece de não se precisar adicionar nada àquilo que já existe.
Com a mesma falta de vergonha na cara eu procurava alento no
Seu último vestígio, no território, da sua presença
Impregnando tudo tudo que
Eu não posso, nem quero, deixar que me abandone
Não posso, nem quero, deixar que me abandone
Não posso, nem quero, deixar que me abandone não
São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro
No presente que tritura, as sirenes que se atrasam
Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam
Que nasciam, que perderam, que viveram tão depressa,
Tão depressa, tão depressa
A vida é doce, depressa demais.
A vida é doce, depressa demais.
A vida é doce, depressa demais.
E de repente o telefone toca e é você
Do outro lado me ligando, devolvendo minha insônia
Minhas bobagens, pra me lembrar que eu fui a coisa mais brega
Que pousou na tua sopa. Me perdoa daquela expressão pré-fabricada
De tédio, tão canastrona que nunca funcionou nem funciona
Me perdoa,
Me perdoa, a vida é doce,
Me perdoa, me perdoa, me perdoa…
A vida é doce, depressa demais…
Das coisas que eu não tenho 14 Julho 2008
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No meu quarto há um armário feito sob medida. Ou falta de medida, já que ele ocupa espaço demais e guarda coisa de menos (de um jeito nada fácil de tirá-las dele, diga-se de passagem). Neste armário ficam minhas centenas de CDs e centena-e-pouco de livros e DVDs.
Recentemente, depois de muito tempo, fiz novas aquisições para entulhar um pouco mais o armário. Reparei que, por uma ou outra razão, às vezes deixamos algumas coisas para depois e, quando vamos ver, não as encontramos mais. O tempo passa e fica cada vez mais difícil encontrá-las e, nessa brincadeira, acabamos vivendo sem elas.
Foi assim com o 2001 – Uma Odisséia no Universo Paralelo, do Lobão, que eu, juro, não sei por que não está, há anos, em uma das gavetas mal ajambradas. Tentei um milhão de vezes comprá-lo pelo site oficial, mas algum problema técnico me impedia de fazê-lo. Na esperança de que o problema fosse resolvido, não me preocupei em ir ao jornaleiro mais próximo – ou o mais próximo depois dele – para comprar o (hoje) famigerado álbum, que agora não existe mais em lugar algum. A não ser em outras prateleiras, gavetas e armários mal ajambrados por aí.
O mal do século 9 Julho 2008
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Não é mais a solidão. O mal do século XXI é o domínio – ou a falta dele.
Sob protestos, agora serei um passageiro clandestino. Sem domínio de oito dólares, sem layout de oito mil horas. Até, quem sabe, eu mudar de idéia e fazer o blog-site-multiuso dos sonhos.
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E, para começar, fique registrado: hoje é dia 9. O quadragésimo (primeiro) deles. lovelovelove.